Cia. da Obesidade & Cia . do Cão


           ESTRÉIA EM MARÇO

                

A Irmandade

Madrugada no velório. Amanhã de manhã, o morto será cremado.
Apenas duas pessoas velam. Um vendedor. Um padre. Os dois
quarentões acabam de se conhecer e conversam banalidades.
Falam sobre filmes pornôs dos anos 70, suas infâncias (o vendedor,
em Curitiba, zanzando entre a XV e a 7; o padre em São Paulo,
nas ladeiras do Bixiga). Aos poucos, descobrem afinidades. Uma
história que não apenas os une, mas os coloca no centro de um
redemoinho que envolve Política, Religião, Moral, Costumes e
Família desse Brasil nos últimos 40 anos. Com direito a uma
trama de crimes e amores. A Irmandade é a nova comédia da
Cia. Da Obesidade, com Texto e Direção de Celso Cruz, com
Marcos Suchara e Guilherme Freitas no elenco.

Estréia: 24 (21h) e 25 (18h) de março, no Fringe de Curitiba.

Apareçam!!!

A Irmandade estréia dia 24 de maio em Curitiba. Essa é uma
das poucas certezas que temos sobre o trabalho. Continuamos
a trabalhar nas sombras, na base da intuição, procurando criar
espaços uns pros outros.

O texto nasceu em 2007, de um acaso. No Festival de Curitiba
(sempre lá) assistimos, Marcão e eu, a um espetáculo do Ramiro,
com o Evandro. True West, de Sam Shepard. A peça era muito
bonita e sobre irmãos. Também adorei conhecer o Ramiro.
O santo bateu imediatamente. Reencontrar o Evandro foi ótimo,
pois adoro o gajo em cena e fora dela.

Ali nasceu a idéia de uma colaboração, uma ponte Porto Alegre-
São Paulo, reunindo nós quatro. Surgiu a idéia do texto,
A Irmandade. Eu queria aproveitar a incrível semelhança entre
Marcão e Evandro. E as incríveis semelhanças entre as parcerias
que Marcão e eu e Evandro e Ramiro realizamos já faz tanto tempo.

O Texto foi criado. Discutimos, alteramos, mudamos e enviamos
para um concurso. Não deu em nada. Nesse meio tempo, fiz
leitura dramática aqui em São Paulo e senti que a peça funcionava.
Infelizmente, o projeto não foi pra frente, por absoluta falta
de oportunidade. Mas fiquei com o texto na cabeça e resolvi,
então, montá-lo com a nossa companhia, a Cia. Da Obesidade.

E, aí, ganhar a oportunidade de reunir Marcão e Gui em Cena,
dois caminhões de talento, garra e energia!

O Fringe de Curitiba tem a cara desse trabalho. Então resolvemos
preparar uma montagem pra lá. Simples. Enxuta. Objetiva.
Direta. Como a gente vem fazendo nesses anos. Com o Marcos
e o Guilherme atuando, e o Dill, evidentemente, dando aquela
força, misto de assistente de diretor, ombudsman, mentor, etc.

Aí, lemos e relemos a peça. Sentimos seus climas. Marcão e
Gui acertaram um belíssimo tom. E as conseqüências pro
texto foram drásticas. Cheguei à décima-terceira versão do
dito cujo! Quando comecei a elaborar a décima-quarta, percebi
que estava passando do ponto.

Está ficando bonito.

É forte.

Uma história de irmãos. A história da nossa geração.

Fazer a peça mexe com a gente, tira do sério, sacode nossas
certezas, faz a gente pensar nos nossos pais, nos nossos irmãos,
nos nossos filhos.

O Guilherme e o Marcão são um negócio assim meio “Godzila
e Ultraman destroçam Tókio”.

Enfim, aos poucos vamos contando como vão as coisas. E
aguardamos vocês lá. Ou, depois, aqui, aí, em todo lugar.

Bjs,

Celso



Escrito por Cia. da Obesidade às 00h29
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