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Notícias da Obesidade
Estamos muito felizes, com blog de cara nova, nossa nova conta no Youtube e a nossa incrível viagem por terras portuguesas. Não se esqueça de conferir as fotos da nossa viagem aqui no blog e o álbum completo no Youtube.
Escrito por Cia. da Obesidade às 18h37
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Turnê Portugal 2007
Tanto mar
Celso Cruz
Portugal circula pelas veias da Cia. da Obesidade. A Cia da Obesidade circula pelas veias de Portugal. Lisboa, Póvoa de Varzim, Évora, Lajes do Pico… Duas maravilhosas viagens… Amigos pra se guardar… Parceiros de palco e de vida.
Ainda estou meio chapado. Nossa viagem mais recente terminou faz uma semana e ainda estou voltando. Aos poucos. Do jeito que dá. Os fragmentos de memórias, os sabores e cheiros e paisagens e momentos se misturam, peças de um quebra-cabeças bem embaralhado que acaba de sair da caixa.
Sem falar na ilusão de montar os pedaços e contemplar o todo, a grande figura… Como se a essa altura do campeonato eu já não soubesse que as imagens são mutantes, não se fixam, no máximo formam uma narrativa tipo David Linch em Cidade dos Sonhos.
Pois é: Portugal é o nosso país dos sonhos. Teatros modernos, tecnicamente impecáveis, com acústica perfeita. Sessões em quartos de hotel. Teatro ao ar livre, no fundo de celeiros do séculos XIX, no cidade medieval com ruínas romanas (e onde se comem doces conventuais que, francamente, são passaporte para um paraíso pantagruélico). Teatro no auditório da escola infantil, onde todos são gentis, afetivos, calorosos – onde dois abajures caseiros criam iluminação poderosa. Teatro na ilha, entre as encostas de basalto.
Vinho, muito vinho. Tinto, Tinto verde e, eventualmente, branco. Bacalhau, muito bacalhau. Grelhado, com azeite, alho e batatas ao murro. Com Broa, feito com mãos de fada portuguesa pela minha cunhadinha. Pastéis de Belém na chegada e na partida. Sardinhas. Pás de cabrito. Queijo de Évora. Pastéis de Fão. Pão com chouriço. Queijo da Serra da Estrela. Panados. Alheiras. Espetadas de Lulas. Pudins. Café. Bagaceira. Vinho do Porto.
As margens do Douro numa noite de Lua Crescente, descendo à pé o bairro medieval, as pessoas dormem, gatos nas janelas, casas abandonadas, labirinto de ruelas, até chegar na beira d’água e dar de cara, na outra margem, com os letreiros iluminados das Caves dos Vinhos do Porto.
As marges do Tejo numa noite de Lua Cheia, luz quase cegante, na superfície onde sempre vi São José segurando o menino Jesus a Alexandra do Pim diz que sempre esteve um Coelho. E olha que, olhando bem, olha lá, lá está… O Coelho. A Lua de São Paulo e a Lua de Lisboa, cada uma te lança em diferentes fantasias.
O luar de Lisboa refletia na madrugada das águas ao lado do Vasco da Gama. Alguns corredores faziam jogging noite adentro. Sentamos num banco e respiramos. Alexandra tirou os sapatos e deitou na grama. Rolou na grama. Fábio, Cató e eu caímos na gargalhada. Fotos. Esperávamos a chegada do João, do Gui, do Dill e da Maria. Silêncio. Calma.
Outra madrugada no sobrado do Sisa em Évora, depois do banquete numa cave. O Guilherme hospedado entre as muralhas, na residência gótica do Diogo. Capela dos Ossos, fantasmas da Inquisição. Foi aí nessa cidade espiritualmente densa que o Dill, nosso espiritualista mor, encontrou a paixão: Maria, que nasceu em Viana do Castelo (com sua vista maravilhosa do mar), cresceu e tem família em Almada, está se mudando de Évora e vai trabalhar no Fundão, numa peça histórica da pesada. Bela e gentil Maria do Dill.
Doce Cató, que emprestou apartamento pra Cia. na Póvoa de Varzim, o prédio com 28 andares, o zelador informa que durante muito tempo (os quase 30 anos de existência do edifício) a construção foi a mais alta da Península Ibérica. É realmente gigantesca. Distoa. Serve de referência. Até de Viana dá pra ver o prédio. Do décimo-primeiro andar Gui e Dill miravam a Lua que começava a crescer sobre um Oceano curvo de águas pra lá de geladas.
Cató que agora mora em Lisboa, onde busca novos amigos, novas vivências. Cató que adora o aroma das flores na beira do Tejo na tal madrugada de Lua Cheia. Boa sorte, Cató! Muito obrigado!
Póvoa da Praia de areia e seixos e pedrinhas onde crianças da escola brincam com suas tias; da padaria assombrosa, onde comemos croissants e mistos e um pão com presunto e queijo (que não é o misto) de antologia. Póvoa do Grande Colégio, onde fomos tratados com um respeito inesquecível por quem mal nos conhecia. Agradecimentos eternos.
Póvoa da Prof, requinte, estilo e sofisticação em calçados, nosso patrocinador. Toda a elegância, simplicidade e amizade do Mário, no seu galpão galáctico de revista Vogue. Sem falar nos presentes e mimos: chinelos e tênis.
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Escrito por Cia. da Obesidade às 18h30
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Continuação: "Tanto mar"
Póvoa do Zé das Letras e do cafezinho na esquina, do mar de congelar os ossos e do Casino, onde a carícia lânguida do jogador, dedos voluptuosos titilando as fichas e o feltro, causam mórbidos arrepios.
Póvoa da casa do meu irmão, da minha cunhada e da minha sobrinha, a doce Vitorinha, companheira de todos os passeios, sempre sossegada, alto astral, brincalhona no seu 1 ano e dois meses e meio. Vitorinha que aponta os priminhos brazucas na foto da parede e que, além da papinha, adora comer pão a qualquer hora do dia.
Susi, querida e atarefada cunhada, na faina de executiva e mãe, sempre sorridente e forte.
E o que falar do Fábio, meu irmão, o Gugui… Sem ele nossa viagem seria impossível. Ele pegou a companhia no aeroporto de Lisboa e nos recebeu com pastéis de Belém. Viajamos milhares de quilômetros no seu Picasso do caralho. De lá pra Póvoa. Da Póvoa ao Porto, Évora, Póvoa, Viana, São João de Rei, Lisboa, etc… Já estou perdido. O Gugui filmou, fotografou, produziu, teve sacadas, levou, riu, quebrou o pau, se divertiu, ajudou, resolveu… e saiu de fininho no final, safado. No aeroporto, falou que ia tirar uma foto – se afastou, se afastou, pra fazer enquadramento, tirou a foto, pronto, fez um aceno de mão e… Foi embora!!! Haja coração. Sem comentários.
E o pessoal do PIM Teatro. Pra falar pouco: Dill e eu dorminos nas camas dos filhos da Alexandra e do João. Coisa sagrada, certo? E, se não bastasse, no final da viagem ainda nos presenteram com linguiças de Porco Preto.
Madrugadas cantando com João antigos sucessos de Chico e Caetano que ele, alentejano, domina bem melhor do que nós. As canções portuguesas que ele nos mostrou – e a certeza de que a rua não é de mão única.
A força poderosa da Alexandra, com sua aula sobre ciganos na madrugada Lisboeta. Alexandra sai dessa história com uma colher de tirar sorvete nas mãos e a certeza de que voltaremos a brincar de teatro juntos. Logo.
A força do Dioguinho, pau pra toda obra, pai de uma menina linda, geniosa, teatral.
E o pessoal dos Recreios de Amadora, que nos recebeu tão bem. Emanuel, Natália, seu Seixas, Mário, Eric e Cia. O Teatro perfeito. A amizade e a solicitude. A tatuagem da guerra da Guiné em uma tatuagem. Bairro multicural onde pudemos nos confraternizar com tantos irmãos africanos e brasileiros e da Índia e…
Sorvete de Cascais, açorda do Dois Arcos. Madrugrada na alta, café na Brasileira.
Segunda na casa da Valéria, com arroz de mariscos e uma leitura dramática movida a vinho que, felizmente, foi gravada (Fábio, claro) para a eternidade. Um dos nossos próximos projetos: Valéria e Guilherme em cena (e o Guilherme ganhou um beijinho que deixou todo mundo morrendo de inveja). Valéria batalhadora, que garra, que força. E olha que você não viram ainda a danada em “Um Beijo, Fui”, peça desse que vos escreve. Enfim, vocês não viram nada. Valéria: 18 anos de Portugal e um astral de empolgar mundos e fundos. Em doce aliança com o Antonio, carioca com passaporte português, 7 anos de Portugal, bonito, forte, raçudo (par perfeito pra Valéria), com imensa experiência e talento, criando com jovens de guetos e batalhando seu espaço lusófono. Obrigado, Antonio, pela nossa extraordinária conversa. Espero que façamso grandes parcerias no futuro. E muita merda nos teus nobres e arrojados projetos. Com mais beijos pra todo o pessoal do seu grupo que veio ver a gente.
Beijos também pra Thiago Justino, que conduziu a Miss Daisy da Diva com imensa luz própria, com quem trocamos mil idéias no fim de tarde lisboeta, com toques místicos e espirituais. Thiago que, no Brasil, cansou de fazer papel de escravo na Globo, que queria mulher pra beijar, família, história, como os demais personagens de novela. Thiagão, companheiro, estamos juntos nessa. Boa sorte com teus projetos e, se Deus quiser, com Sete Vidas de Santo!
Evidententemente esqueço pessoas, lugares e coisas. Peço desculpas. Prometo novos textos. É um cambulhão de imagens que boto neste arquivo. Fica muito vão pra novas viagens. Aliás, outras viagens virão. Falta falar muita coisa. Falta dar uns conselhos, tipo: nunca voe pela BRA (as razões podem vir num próximo texto, mas resumo dizendo que nunca vi tantas pessoas, ao menos duzentas na ida e outras duzentas na volta, serem tão maltratadas, então só resta fazer boca a boca).
Enfim… Logo voltaremos a Portugal. Companhia escancarademente “lusófona”, nosso foco sempre foi a dramaturgia. Esperamos, portanto, expandir nosso palco para outros tantos mares. Navegar é preciso! E por outras cercanias, de Angola a Guiné!
Hoje, podemos afirmar que, com tantos parceiros, a Cia da Obesidade já é, com certeza, luso-brasileira.
Nossa língua é nosso palco. Evoé! E muita merda!!!
Escrito por Cia. da Obesidade às 18h28
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Turnê Portugal 2007
 A Cia. da Obesidade em Portugal de novo. Vista panorâmica do Porto
Escrito por Cia. da Obesidade às 18h26
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Turnê Portugal 2007
 O marinheiro Celso Cruz em Viana do Castelo, quase divisa com a Espanha
 Viana do Castelo... eu morava... ... ... do caralho
Escrito por Cia. da Obesidade às 18h19
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Turnê Portugal 2007
 Dill Magno numa praia próxima a Évora, pensando em como conquistar Maria

 No sentido horário: Alexandra, Guilherme, Diogo, Fábio, João, Celso e mãozinha (Dill)

Recreios da Amadora com peças de teatro Ao longo do passado fim-de-semana, os Recreios da Amadora acolheram os brasileiros da Companhia da Obesidade com duas peças de teatro. “Só as Gordas São Felizes” e “Comendo Ovos” foram as peças que subiram ao palco com sessões às 16h00 e 21h30. Os bilhetes tinham o preço único de cinco euros.
Escrito por Cia. da Obesidade às 18h05
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Turnê Portugal 2007
 Celso e o super bacalhau, numa vila do Porto
 A Francesinha: pão torrado, lingüiça, bacon, camarão, tudo em baixo de queijo e molho -> Só em Portugal
  Depois do "Comendo Ovos" em Lisboa, fomos ao Cais do Sodré comer o famoso pão com choriço, espetacular... ... ... ... do caralho
Escrito por Cia. da Obesidade às 17h58
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Turnê Portugal 2007
 A muralha: são 8 km, dentro, a cidade de Évora

 Ruínas romanas no meio de Évora, impressionante.
 Nossos anfitriões em Évora: Pim Teatro
 Sede do Pim Teatro
Escrito por Cia. da Obesidade às 17h37
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Turnê Portugal 2007
 Guilherme Freitas estragando a paisagem
 A Cia, seu produtor (Fábio Cruz) e nossa princesinha no café da manhã na Póvoa
 Pá de Cabrito na Póvoa, puta que pariu!... Na companhia de Suzete e nossa princesa...
 Sede da PROF, uma das maiores grifes de calçados de Portugal, nosso apoiador e patrocinador. Mário, muito obrigado pelo apoio.
Escrito por Cia. da Obesidade às 17h26
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Turnê Portugal 2007
 Obviamente, depois de um bom vinho, uma belíssima leitura, texto inédito da Cia. da Obesidade: "O espírito que a comtempla", com Valéria Carvalho da Cia. dos Actores Lisboa
 No Chiado, uma boa conversa com Thiago Justino depois do seu sucesso em "Miss Daisy", com a diva do teatro português, Eunice Munhóz.
  Lisboa: O teatro, a Cia, o Pim e amigos.
 Cervejaria Trindade em Lisboa e a famosa lula no espeto
Escrito por Cia. da Obesidade às 17h07
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Turnê Portugal 2007
 Cidade do Porto: Depois de alguns goles... Vinho do Porto...
 Requinte e elegância: Dill Magno das "Quebrada" para o mundo
 A Cia. em Porto


Escrito por Cia. da Obesidade às 16h54
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Escrito por Cia. da Obesidade às 15h33
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