Cia. da Obesidade


Os quatro cavaleiros do apocalipse em curitiba rs,da esquerda pra direita
Celso Cruz,Guilherme Freitas,Dill Magno e Marcos Suchara 
 
O festival foi ótimo.
A cia se prepara para trazer a São Paulo A irmandade.
E estamos mergulhados no Projeto ''O ANJO DA HISTÓRIA" premiado pelo centro da cultura judaica com estréia marcada para outubro.
Para nós é um prazer desenvolver esse trabalho que envolve dois monstros do século xx,Bertolt Brecht e Walter Benjamin.
Aproveitamos tambem para agradecer as visitas no blog da cia e no blog de crônicas do Celso .
Teremos em breve depoimentos e vídeos sobre o trabalho ,aguardem.
Muito obrigado por estarem com a gente.
 
CIA DA OBESIDADE


Escrito por Cia. da Obesidade às 21h40
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           ESTRÉIA EM MARÇO

                

A Irmandade

Madrugada no velório. Amanhã de manhã, o morto será cremado.
Apenas duas pessoas velam. Um vendedor. Um padre. Os dois
quarentões acabam de se conhecer e conversam banalidades.
Falam sobre filmes pornôs dos anos 70, suas infâncias (o vendedor,
em Curitiba, zanzando entre a XV e a 7; o padre em São Paulo,
nas ladeiras do Bixiga). Aos poucos, descobrem afinidades. Uma
história que não apenas os une, mas os coloca no centro de um
redemoinho que envolve Política, Religião, Moral, Costumes e
Família desse Brasil nos últimos 40 anos. Com direito a uma
trama de crimes e amores. A Irmandade é a nova comédia da
Cia. Da Obesidade, com Texto e Direção de Celso Cruz, com
Marcos Suchara e Guilherme Freitas no elenco.

Estréia: 24 (21h) e 25 (18h) de março, no Fringe de Curitiba.

Apareçam!!!

A Irmandade estréia dia 24 de maio em Curitiba. Essa é uma
das poucas certezas que temos sobre o trabalho. Continuamos
a trabalhar nas sombras, na base da intuição, procurando criar
espaços uns pros outros.

O texto nasceu em 2007, de um acaso. No Festival de Curitiba
(sempre lá) assistimos, Marcão e eu, a um espetáculo do Ramiro,
com o Evandro. True West, de Sam Shepard. A peça era muito
bonita e sobre irmãos. Também adorei conhecer o Ramiro.
O santo bateu imediatamente. Reencontrar o Evandro foi ótimo,
pois adoro o gajo em cena e fora dela.

Ali nasceu a idéia de uma colaboração, uma ponte Porto Alegre-
São Paulo, reunindo nós quatro. Surgiu a idéia do texto,
A Irmandade. Eu queria aproveitar a incrível semelhança entre
Marcão e Evandro. E as incríveis semelhanças entre as parcerias
que Marcão e eu e Evandro e Ramiro realizamos já faz tanto tempo.

O Texto foi criado. Discutimos, alteramos, mudamos e enviamos
para um concurso. Não deu em nada. Nesse meio tempo, fiz
leitura dramática aqui em São Paulo e senti que a peça funcionava.
Infelizmente, o projeto não foi pra frente, por absoluta falta
de oportunidade. Mas fiquei com o texto na cabeça e resolvi,
então, montá-lo com a nossa companhia, a Cia. Da Obesidade.

E, aí, ganhar a oportunidade de reunir Marcão e Gui em Cena,
dois caminhões de talento, garra e energia!

O Fringe de Curitiba tem a cara desse trabalho. Então resolvemos
preparar uma montagem pra lá. Simples. Enxuta. Objetiva.
Direta. Como a gente vem fazendo nesses anos. Com o Marcos
e o Guilherme atuando, e o Dill, evidentemente, dando aquela
força, misto de assistente de diretor, ombudsman, mentor, etc.

Aí, lemos e relemos a peça. Sentimos seus climas. Marcão e
Gui acertaram um belíssimo tom. E as conseqüências pro
texto foram drásticas. Cheguei à décima-terceira versão do
dito cujo! Quando comecei a elaborar a décima-quarta, percebi
que estava passando do ponto.

Está ficando bonito.

É forte.

Uma história de irmãos. A história da nossa geração.

Fazer a peça mexe com a gente, tira do sério, sacode nossas
certezas, faz a gente pensar nos nossos pais, nos nossos irmãos,
nos nossos filhos.

O Guilherme e o Marcão são um negócio assim meio “Godzila
e Ultraman destroçam Tókio”.

Enfim, aos poucos vamos contando como vão as coisas. E
aguardamos vocês lá. Ou, depois, aqui, aí, em todo lugar.

Bjs,

Celso



Escrito por Cia. da Obesidade às 00h29
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Balanço

 

Balanço bom é o dos quadris engalfinhados dentro da noite...

Assim, já que as cortinas de 2007 começam a se fechar, a CIA DA OBESIDADE não vai tergiversar nem se perder em circunlóquios.

Esse foi um ano bom pra caralho!

Nossas peças rodaram mundo. Foram a festivais. Encantaram, espantaram, escancararam. Ganhamos palcos. Ganhamos prêmios. Ganhamos, sobretudo, amigos e amores.

Então, agora, só nos resta dar uma piscadela pro futuro, sugerir que ainda há muito afeto e cena nas nossas veias e garantir que VOCÊ não perde por esperar.

É, você, nosso querido espectador, leitor, colaborador, amigo, irmão, crítico, amante, inimigo, camarada de todos os gêneros, sexos e gostos.

Em março, estréia A IRMANDADE, renascimento e alegria de viver num fabuloso encontro entre irmãos; um pouco depois, O ANJO DA HISTÓRIA pousará sobre os palcos, com a comovente saga dos refugiados Bertolt Brecht e Walter Benjamin.

Também temos outras MIGRAÇÕES portuguesas, novidades nos Blogs da Cia e do Celso Cruz e muito mais.

Mas isso a gente vai contando aos pouquinhos, só pra te encantar.

Está feito o convite.

Continue conosco. É pra você que a gente faz Teatro. Com um prazer tão grande quanto aquele dos quadris. Ou quase.

Até já!

 

Celso, Dill, Guilherme, Marcão

A Cia da Obesidade

FELIZ 2008!



Escrito por Cia. da Obesidade às 18h07
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http://cronicasdecelsocruz.blog.terra.com.br/



Escrito por Cia. da Obesidade às 18h29
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    traz de volta o espetáculo

Licurgo, Olhos de Cão
sucesso de público e crítica no Festival de Curitiba


Marcos Suchara em cena de Licurgo

SERVIÇO
 
TEATRO DO SATYROS 2
 
DE 08 DE NOVEMBRO A 13 DE DEZEMBRO
TODAS ÀS QUINTAS -FEIRAS ÀS 23:00HS
INGRESSOS $R20,00 INTEIRA ,$R10,00  MEIA ENTRADA
E $5,00 REAIS MORADORES DA PÇA ROOSEVELT
 
PÇA ROOSEVELT 214
TEL-32 58 63 45
 
FICHA TÉCNICA
 
DIREÇÃO/AUTOR-CELSO CRUZ
ELENCO-MARCOS SUCHARA
PRODUÇÃO E DIVILGAÇÃO-GUILHERME FREITAS
 


Escrito por Cia. da Obesidade às 16h34
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A Cia da Obesidade vai estar no Satyrianas

dia 12, sexta às 21:30: "Só as Gordas são Felizes"

dia 13, sábado às 17:00: "Comendo Ovos"

Compareçam!

 

http://cronicasdecelsocruz.blog.terra.com.br/



Escrito por Cia. da Obesidade às 21h37
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       APRESENTA:

http://cronicasdecelsocruz.blog.terra.com.br/



Escrito por Cia. da Obesidade às 17h05
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Estréia 

Teatro é tribo de vadios e desvalidos. Que me perdoem os bem intencionados

e os marketeiros de plantão, mas teatro é, sim, e sempre será, coisa de viados,

devassos e putas, coisa de miseráveis, loucos e idiotas, coisa de obsessivos,

irrecuperáveis, sanguessugas. Coisa de comerciantes sem moral e moralistas

sem grana. Cada estréia é uma festa que homenageia nossa trempa de trânsfugas.

Nossos Brancaleones. Nossa Cruzada de Crianças. Agora na próxima terça

começa mais uma temporada da Cia. da Obesidade em São Paulo. Só As

Gordas São Felizes volta com tudo. Virgem again, depois de 3 anos vagando

pelos palcos do mundão. Fizemos sessões em porões, para duas ou três pessoas,

e em circos, para seiscentas. Num antigo teatro reformado numa ilhota do

Atlântico a numa suíte de Lisboa. Para uma platéia de médicos e estudantes

numa prestigiosa universidade latina. Para críticos, poetas, amantes e viciados.

Tem gente que amou. Tem gente que achou mais ou menos. Uns odiaram.

A gente colaborou, com brancos homéricos, falhas técnicas, paus internos.

E o milk shake de tudo isso você vai poder conferir a partir de terça,  19h30,

nos Satyros. Vem, vem, vem dar uma espiadinha no nosso encontro de malditos

numa cela para criminosos muito especiais. Aí, aproveite e apareça também

na quarta, pra estréia de Comendo Ovos. Aí é estréia mesmo, no duro. Estréia

em São Paulo. Pois já passamos com a peça por Curitiba (no Fringe do Festival)

e por 3 cidades portuguesas. Olha, essa nossa estréia foi muito batalhada.

Os Satyros deram espaço, conforto e amizade. Então, a partir da quarta, a gente

vai poder mostrar nossa deslavada história de amor, amor a todo custo, de

todo jeito. Ao som de Aragão & Vercilo & Fábio Cardia. O Guilherme Freitas

e o Dill Magno estão arrasando.  Dá pra dar risada e pra enxugar uma ou

outra lágrima. Nem preciso dizer o quanto a gente está feliz. O quanto é bom

estar em cena. Porra, é pra isso que a gente fica meses, anos, ensaiando nas

igrejas da vida. Essa é a nossa. Tomara que seja a sua também. Estréias dão

uma puta ansiedade, tesão, adrenalina, taquicardia. Estréias são transas muito

suadas. Pra gente gozar duma maneira bem escancarada e cachorra. Enfim,

esperamos você. Até já!

 


Sem eles, nada disso se realizaria

 

 

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Escrito por Cia. da Obesidade às 03h53
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Notícias fresquinhas! A Cia. tem o prazer de convidar para a estréia de "Comendo Ovos"
no dia 12/09, às 19:30, no espaço do Satyros. Estaremos lá todas as quartas até 31/10.
E no dia 11/09 reestrearemos "Só as Gordas são Felizes", que ficará em cartaz todas as
terças no mesmo horário.

Espaço do Satyros: Pça. Roosevelt 214 - Tel.: 3258-6345
Ingressos: R$ 20,00 inteira; R$ 10,00 meia; R$ 5,00 moradores da praça e oficineiros do Satyros

E para comemorar tudo isso, inauguramos o blog "Crônicas de Celso Cruz", que será atualizado semanalmente.

Até lá!

http://cronicasdecelsocruz.blog.terra.com.br/



Escrito por Cia. da Obesidade às 17h35
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Notícias da Obesidade

Estamos muito felizes, com blog de cara nova, nossa nova conta no Youtube e a nossa incrível viagem por terras portuguesas. Não se esqueça de conferir as fotos da nossa viagem aqui no blog e o álbum completo no Youtube.



Escrito por Cia. da Obesidade às 18h37
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Turnê Portugal 2007

 

Tanto mar

 

Celso Cruz

 

Portugal circula pelas veias da Cia. da Obesidade. A Cia da Obesidade circula pelas veias de Portugal. Lisboa, Póvoa de Varzim, Évora, Lajes do Pico… Duas maravilhosas viagens… Amigos pra se guardar… Parceiros de palco e de vida.

Ainda estou meio chapado. Nossa viagem mais recente terminou faz uma semana e ainda estou voltando. Aos poucos. Do jeito que dá. Os fragmentos de memórias, os sabores e cheiros e paisagens e momentos se misturam, peças de um quebra-cabeças bem embaralhado que acaba de sair da caixa.

Sem falar na ilusão de montar os pedaços e contemplar o todo, a grande figura… Como se a essa altura do campeonato eu já não soubesse que as imagens são mutantes, não se fixam, no máximo formam uma narrativa tipo David Linch em Cidade dos Sonhos.

Pois é: Portugal é o nosso país dos sonhos. Teatros modernos, tecnicamente impecáveis, com acústica perfeita. Sessões em quartos de hotel. Teatro ao ar livre, no fundo de celeiros do séculos XIX, no cidade medieval com ruínas romanas (e onde se comem doces conventuais que, francamente, são passaporte para um paraíso pantagruélico). Teatro no auditório da escola infantil, onde todos são gentis, afetivos, calorosos – onde dois abajures caseiros criam iluminação poderosa. Teatro na ilha, entre as encostas de basalto.

Vinho, muito vinho. Tinto, Tinto verde e, eventualmente, branco. Bacalhau, muito bacalhau. Grelhado, com azeite, alho e batatas ao murro. Com Broa, feito com mãos de fada portuguesa pela minha cunhadinha. Pastéis de Belém na chegada e na partida. Sardinhas. Pás de cabrito. Queijo de Évora. Pastéis de Fão. Pão com chouriço. Queijo da Serra da Estrela. Panados. Alheiras. Espetadas de Lulas. Pudins. Café. Bagaceira. Vinho do Porto.

As margens do Douro numa noite de Lua Crescente, descendo à pé o bairro medieval, as pessoas dormem, gatos nas janelas, casas abandonadas, labirinto de ruelas, até chegar na beira d’água e dar de cara, na outra margem, com os letreiros iluminados das Caves dos Vinhos do Porto.

As marges do Tejo numa noite de Lua Cheia, luz quase cegante, na superfície onde sempre vi São José segurando o menino Jesus a Alexandra do Pim diz que sempre esteve um Coelho. E olha que, olhando bem, olha lá, lá está… O Coelho. A Lua de São Paulo e a Lua de Lisboa, cada uma te lança em diferentes fantasias.

O luar de Lisboa refletia na madrugada das águas ao lado do Vasco da Gama. Alguns corredores faziam jogging noite adentro. Sentamos num banco e respiramos. Alexandra tirou os sapatos e deitou na grama. Rolou na grama. Fábio, Cató e eu caímos na gargalhada. Fotos. Esperávamos a chegada do João, do Gui, do Dill e da Maria. Silêncio. Calma.

Outra madrugada no sobrado do Sisa em Évora, depois do banquete numa cave. O Guilherme hospedado entre as muralhas, na residência gótica do Diogo. Capela dos Ossos, fantasmas da Inquisição. Foi aí nessa cidade espiritualmente densa que o Dill, nosso espiritualista mor, encontrou a paixão: Maria, que nasceu em Viana do Castelo (com sua vista maravilhosa do mar), cresceu e tem família em Almada, está se mudando de Évora e vai trabalhar no Fundão, numa peça histórica da pesada. Bela e gentil Maria do Dill.

Doce Cató, que emprestou apartamento pra Cia. na Póvoa de Varzim, o prédio com 28 andares, o zelador informa que durante muito tempo (os quase 30 anos de existência do edifício) a construção foi a mais alta da Península Ibérica. É realmente gigantesca. Distoa. Serve de referência. Até de Viana dá pra ver o prédio. Do décimo-primeiro andar Gui e Dill miravam a Lua que começava a crescer sobre um Oceano curvo de águas pra lá de geladas.

Cató que agora mora em Lisboa, onde busca novos amigos, novas vivências. Cató que adora o aroma das flores na beira do Tejo na tal madrugada de Lua Cheia. Boa sorte, Cató! Muito obrigado!

Póvoa da Praia de areia e seixos e pedrinhas onde crianças da escola brincam com suas tias; da padaria assombrosa, onde comemos croissants e mistos e um pão com presunto e queijo (que não é o misto) de antologia. Póvoa do Grande Colégio, onde fomos tratados com um respeito inesquecível por quem mal nos conhecia. Agradecimentos eternos.

Póvoa da Prof, requinte, estilo e sofisticação em calçados, nosso patrocinador. Toda a elegância, simplicidade e amizade do Mário, no seu galpão galáctico de revista Vogue. Sem falar nos presentes e mimos: chinelos e tênis.

...



Escrito por Cia. da Obesidade às 18h30
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Continuação: "Tanto mar"

 

Póvoa do Zé das Letras e do cafezinho na esquina, do mar de congelar os ossos e do Casino, onde a carícia lânguida do jogador, dedos voluptuosos titilando as fichas e o feltro, causam mórbidos arrepios.

Póvoa da casa do meu irmão, da minha cunhada e da minha sobrinha, a doce Vitorinha, companheira de todos os passeios, sempre sossegada, alto astral, brincalhona no seu 1 ano e dois meses e meio. Vitorinha que aponta os priminhos brazucas na foto da parede e que, além da papinha, adora comer pão a qualquer hora do dia.

Susi, querida e atarefada cunhada, na faina de executiva e mãe, sempre sorridente e forte.

E o que falar do Fábio, meu irmão, o Gugui… Sem ele nossa viagem seria impossível. Ele pegou a companhia no aeroporto de Lisboa e nos recebeu com pastéis de Belém. Viajamos milhares de quilômetros no seu Picasso do caralho. De lá pra Póvoa. Da Póvoa ao Porto, Évora, Póvoa, Viana, São João de Rei, Lisboa, etc… Já estou perdido. O Gugui filmou, fotografou, produziu, teve sacadas, levou, riu, quebrou o pau, se divertiu, ajudou, resolveu… e saiu de fininho no final, safado. No aeroporto, falou que ia tirar uma foto – se afastou, se afastou, pra fazer enquadramento, tirou a foto, pronto, fez um aceno de mão e… Foi embora!!! Haja coração. Sem comentários.

E o pessoal do PIM Teatro. Pra falar pouco: Dill e eu dorminos nas camas dos filhos da Alexandra e do João. Coisa sagrada, certo? E, se não bastasse, no final da viagem ainda nos presenteram com linguiças de Porco Preto.

Madrugadas cantando com João antigos sucessos de Chico e Caetano que ele, alentejano, domina bem melhor do que nós. As canções portuguesas que ele nos mostrou – e a certeza de que a rua não é de mão única.

A força poderosa da Alexandra, com sua aula sobre ciganos na madrugada Lisboeta. Alexandra sai dessa história com uma colher de tirar sorvete nas mãos e a certeza de que voltaremos a brincar de teatro juntos. Logo.

A força do Dioguinho, pau pra toda obra, pai de uma menina linda, geniosa, teatral.

E o pessoal dos Recreios de Amadora, que nos recebeu tão bem. Emanuel, Natália, seu Seixas, Mário, Eric e Cia. O Teatro perfeito. A amizade e a solicitude. A tatuagem da guerra da Guiné em uma tatuagem. Bairro multicural onde pudemos nos confraternizar com tantos irmãos africanos e brasileiros e da Índia e…

Sorvete de Cascais, açorda do Dois Arcos. Madrugrada na alta, café na Brasileira.

Segunda na casa da Valéria, com arroz de mariscos e uma leitura dramática movida a vinho que, felizmente, foi gravada (Fábio, claro) para a eternidade. Um dos nossos próximos projetos: Valéria e Guilherme em cena (e o Guilherme ganhou um beijinho que deixou todo mundo morrendo de inveja). Valéria batalhadora, que garra, que força. E olha que você não viram ainda a danada em “Um Beijo, Fui”, peça desse que vos escreve. Enfim, vocês não viram nada. Valéria: 18 anos de Portugal e um astral de empolgar mundos e fundos. Em doce aliança com o Antonio, carioca com passaporte português, 7 anos de Portugal, bonito, forte, raçudo (par perfeito pra Valéria), com imensa experiência e talento, criando com jovens de guetos e batalhando seu espaço lusófono. Obrigado, Antonio, pela nossa extraordinária conversa. Espero que façamso grandes parcerias no futuro. E muita merda nos teus nobres e arrojados projetos. Com mais beijos pra todo o pessoal do seu grupo que veio ver a gente.

Beijos também pra Thiago Justino, que conduziu a Miss Daisy da Diva com imensa luz própria, com quem trocamos mil idéias no fim de tarde lisboeta, com toques místicos e espirituais. Thiago que, no Brasil, cansou de fazer papel de escravo na Globo, que queria mulher pra beijar, família, história, como os demais personagens de novela. Thiagão, companheiro, estamos juntos nessa. Boa sorte com teus projetos e, se Deus quiser, com Sete Vidas de Santo!

Evidententemente esqueço pessoas, lugares e coisas. Peço desculpas. Prometo novos textos. É um cambulhão de imagens que boto neste arquivo. Fica muito vão pra novas viagens. Aliás, outras viagens virão. Falta falar muita coisa. Falta dar uns conselhos, tipo: nunca voe pela BRA (as razões podem vir num próximo texto, mas resumo dizendo que nunca vi tantas pessoas, ao menos duzentas na ida e outras duzentas na volta, serem tão maltratadas, então só resta fazer boca a boca).

Enfim… Logo voltaremos a Portugal. Companhia escancarademente “lusófona”, nosso foco sempre foi a dramaturgia. Esperamos, portanto, expandir nosso palco para outros tantos mares. Navegar é preciso! E por outras cercanias, de Angola a Guiné!

Hoje, podemos afirmar que, com tantos parceiros, a Cia da Obesidade já é, com certeza, luso-brasileira.

Nossa língua é nosso palco. Evoé! E muita merda!!!



Escrito por Cia. da Obesidade às 18h28
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Turnê Portugal 2007

A Cia. da Obesidade em Portugal de novo. Vista panorâmica do Porto


Escrito por Cia. da Obesidade às 18h26
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Turnê Portugal 2007

O marinheiro Celso Cruz em Viana do Castelo, quase divisa com a Espanha

Viana do Castelo... eu morava...
...
... do caralho


Escrito por Cia. da Obesidade às 18h19
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Turnê Portugal 2007

Dill Magno numa praia próxima a Évora, pensando em como conquistar Maria



No sentido horário: Alexandra, Guilherme, Diogo, Fábio, João, Celso e mãozinha (Dill)



Recreios da Amadora com peças de teatro
Ao longo do passado fim-de-semana, os Recreios da Amadora acolheram os brasileiros da Companhia da Obesidade com duas peças de teatro. “Só as Gordas São Felizes” e “Comendo Ovos” foram as peças que subiram ao palco com sessões às 16h00 e 21h30. Os bilhetes tinham o preço único de cinco euros.



Escrito por Cia. da Obesidade às 18h05
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